Carlos Mondlane diz que não é correcto fazer juízo prévio de figuras públicas

Por seu turno, o presidente da Associação Moçambicana de Juízes, Carlos Mondlane, que acredita na responsabilização criminal dos “arquitectos” das dívidas ocultas, apela à contenção de ânimos e pré-julgamento de figuras públicas, alegadamente por causa da presunção de inocência.
Em entrevista exclusiva ao Zambeze, Mondlane afirmou categoricamente que “somos um país democrático, não percebo porque as pessoas têm dúvidas do tipo será que podemos nos afirmar como um país democrático? Nós em Moçambique somos um país democrático e é bom que cada moçambicano acredite nisso”.
Para Mondlane, a democracia moçambicana assenta no primado da lei e no princípio da igualdade. “Está escrito na Constituição que todo o cidadão é igual perante a lei, portanto, qualquer cidadão que cometer um acto que seja criminoso nos termos da lei vai ser responsabilizado nos seus devidos termos”, disse o magistrado. Sem citar nomes, a nossa fonte explicou que se ficar comprovado, qualquer pessoa que esteve envolvido em qual quer que seja o ilícito de natureza criminal há-de ser responsabilizado.
Para tal, Carlos Mondlane disse ser necessário deixar o receio de que as instituições não funcionam, entrementes, o que não é correcto, para ele, é fazer o juízo prévio dos supostos culpa dos das dívidas ocultas. “Não sabemos se deter minada pessoa é culpada, mas partimos do pressuposto de que é. Vamos deixar as instituições da Justiça funcionarem, o resultado que há-de vir daquilo que for concluí do vai permitir qualquer conclusão em função do objecto que estiver a ser escortinado”.
Por fim, a mesma fonte lamentou que por causa da corrupção o nosso país compõe a lista “negra” no ranking da transparência. Só para ter um exemplo, Mondlane explicou que em 2013 o relatório da transparência internacional colocou Moçambique na 10ª posição da lista dos 10 países mais corruptos do mundo, sendo, aliás, o único país da lusofonia a fazer parte deste ranking nesta posição. Outro relatório do Centro de Integridade Pública (CIP) lançado neste ano, coloca Moçambique na 20ª posição na lista dos 20 países mais corruptos de África, na mesma posição com a Costa do Marfim e Tanzânia.
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